sábado, 9 de outubro de 2010

7 vezes acima da média nacional, pessoas com deficiência visual leem 9 livros por ano




Os frequentadores da Biblioteca Circulante de Livro Falado da Fundação Dorina Nowill para Cegos leem cerca de nove livros por ano. A marca é quase sete vezes maior do que a média nacional. Segundo a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, a população brasileira lê aproximadamente 1,3 livros anualmente. Se contabilizado o número de obras indicadas pela escola, a média sobe para 4,7 livros por habitante/ano.

A gerente de distribuição de livros da fundação, Susi Maluf, explica a diferença de médias entre as populações. “O que sentimos é que o deficiente visual tem ainda pouco acesso à informação, pois são em grande parte visuais e escritas. Quando se oferece algo que ele pode utilizar, ele aproveita ao máximo essa oportunidade”, afirma.

Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção com obras em braile.

Susi classifica o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual como ainda muito precário no país. “Hoje, o mercado editorial brasileiro lança 20 mil títulos novos por ano. Destes, não chega a 2% as obras no formato acessível. Também, não é só transformar o livro para o formato adequado, tem que colocar disponível”.

“As escolas e faculdades deveriam se inteirar mais dos recursos que aumentam o acesso à leitura. Estão muito aquém do que precisamos”, lamenta o revisor braille, Lucinho Luna. Graduado em Letras pela Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) há quase um ano, ele não tem 100% da visão. “O deficiente visual tem que correr atrás das coisas o tempo todo. Temos que sugerir e fazer reclamação para que algo aconteça. Ainda é muito difícil”, completa.

De acordo com Susi, disponibilizar acesso à leitura é essencial para a inclusão das pessoas com deficiência visual. “É fundamental para a cultura e a educação dos deficientes. Sem isso, não podem ser cidadãos completos”, diz.

Inclusão social

Durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a Fundação Dorina Nowill lançou o livro "Dudu da Breka", primeiro título infantil em tinta e braille da instituição. A obra possibilita que crianças cegas e com baixa visão possam ler o livro na companhia de crianças que enxergam.

A ideia, segundo Susi, é trabalhar com o máximo possível da inclusão social. “Quando o mesmo livro funciona para as duas populações, você não exclui ninguém. Além dele servir para o deficiente, tem o aspecto de sensibilização das crianças que enxergam para com as que não enxergam. A inclusão é mais do que colocar o deficiente atuando na sociedade, é também fazer com que a sociedade esteja preparada para recebê-lo”, conclui.

No Brasil, cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para a existência de 1,1 milhão de cegos (0,6% da população estimada) e cerca de 4 milhões de pessoas com baixa visão.


Texto de Desièe Luise , capturado do site www.aprendiz.uol.com.br, em 09/10/10

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Universalizando o Desenho Universal


A princípio usado em relação às dificuldades e necessidades de pessoas com deficiência, o Desenho Universal prega uma visão inclusiva de, na medida do possível, “tudo para todos”, e de, no limite do utópico, “todos para todos”, na construção de um mundo mais diverso e melhor.

Quando andamos pelas ruas, usamos uma cabine telefônica ou nos hospedamos em um hotel nem paramos para pensar que o acesso a esses lugares é condição fundamental para a participação social e a livre circulação dos cidadãos. Quando temos, em vez de escadas, rampas para chegar a um shopping center, sabemos que esse local foi construído de forma universal para que um cadeirante, por exemplo, também possa frequentá-lo. Ser universal é contemplar a todos.

O conceito de Desenho Universal está estabelecido na Lei 10.098/2000 e no Decreto 5.296/2004, com normatização pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, através da NBR 9050. Sua definição legal é: “Uma concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade.”

O Desenho Universal baseia-se no respeito à diversidade humana e promove a possibilidade de livre movimentação, funcionalidade e acesso a produtos, serviços e comunicação em condições de igualdade.

Os sete princípios do Desenho Universal
Os princípios abaixo podem ser aplicados a tudo o que criamos e produzimos, sejam produtos, serviços, metodologias e sistemas, a saber:

1. Princípio Igualitário – Uso Equiparável: Ser útil a pessoas com capacidades diversas, proporcionando usabilidade a todos.

2. Princípio Adaptável – Uso Flexível: Ser adaptável e adequado a pessoas com diferentes habilidades e preferências individuais.

3. Princípio Óbvio – Uso Simples e Intuitivo: Ser de fácil compreensão, independentemente da experiência, conhecimento do idioma, habilidade, nível de formação e concentração do usuário.

4. Princípio Conhecido – Informação de Fácil Percepção: Quando a informação necessária é transmitida de forma a atender a todos, independentemente do idioma, dificuldades de visão ou audição. A comunicação deve ser eficaz, através de recursos pictográficos, verbais ou táteis.

5. Princípio Seguro – Tolerante ao Erro: Visa minimizar riscos e consequências negativas decorrentes de ações acidentais ou involuntárias.

6. Princípio Esforço Mínimo – Baixo Esforço Físico: Estabelece que o uso deve ser eficiente e confortável, com o mínimo esforço, evitando a fadiga.

7. Princípio Abrangente – Dimensão e Espaço para Aproximação e Uso: Determina que o tamanho e espaço para aproximação, alcance, manipulação e uso sirvam a todos, independente da estatura, tamanho do corpo (obesos, anões etc.), postura ou mobilidade.

Acessibilidade Digital
O conceito de Desenho Universal não passa apenas pela questão arquitetônica e urbanística. Atualmente, uma das questões mais relevantes é a da acessibilidade digital, em páginas da web, programas, aplicativos e interfaces gráficas, em toda a gama de equipamentos que fazem parte da vida contemporânea. A questão é considerar a variedade de contextos de interação, bem como as dificuldades potenciais de uso relacionadas aos diversos tipos de deficiência. Muitas vezes o usuário pode se encontrar nas seguintes situações:

- não ser capaz de ver, ouvir, se mover ou processar certos tipos de informação;

- ter dificuldade de ler ou compreender textos;

- não ser capaz de operar o teclado ou o mouse;

- usar um monitor que não processa imagens ou é pequeno demais;

- não entender com fluência a linguagem do aplicativo;

- estar em uma situação em que o uso dos olhos, dos ouvidos ou das mãos está comprometido;

- usar uma versão do browser e/ou do programa, que não permite acesso ao conteúdo desejado.

É a partir dessas questões que surge a necessidade de desenvolver formatos em que a questão do acesso de todos os usuários, inclusive daqueles com deficiência, esteja garantido. Assim, é absolutamente necessário que, por exemplo, uma página da internet atenda às recomendações de acessibilidade tanto para usuários com computadores comuns quanto para usuários que estejam interagindo a partir de, por exemplo, um sintetizador de voz (para deficientes visuais).

Nesse sentido, o Word Wide Web Consortium (W3C), instituição global que promove padrões de acessibilidade digital, trabalha para universalizar a possibilidade de acesso e uso da internet, assim como de todos os recursos oferecidos pelas tecnologias da informação e comunicação (TICs).


Cid Torquato


(Texto adaptado) Capturado em 24/09/10 no endereço
http://colunistas.yahoo.net/posts/4420.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

IBEDEC LANÇA CARTILHA DO CONSUMIDOR EM BRAILLE




Em comemoração aos 20 (vinte) anos do Código de Defesa do Consumidor, o IBEDEC - Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, focou seus esforços na inclusão social dos 5 (cinco) milhões estimados de deficientes visuais em todo o Brasil e quase 200 mil no Distrito Federal.
Desta vez o IBEDEC tomou a iniciativa de imprimir a versão em Braille da Cartilha do Consumidor, de forma que os conteúdos de interesse dos consumidores possam ser assimilados por esta parcela importante da população.
Segundo José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC, “a reivindicação partiu de diversos movimentos de defesa dos direitos dos deficientes visuais e é um projeto pioneiro entre os institutos de defesa do consumidor”.
O IBEDEC já havia convertido e disponibilizado no site, a versão em aúdio da Cartilha do Consumidor – 2ª Edição, e o projeto se estenderá aos demais exemplares da série.
“Nesta versão em Braille, o consumidor tem a lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor traduzida para uma linguagem mais acessível à população, ou seja, o IBEDEC comenta cada uma dos artigos do CDC e dá exemplos dos direitos assegurados por esta moderna legislação”, comentou Tardin.
Com esta iniciativa, o IBEDEC cumpre uma das missões de seu estatuto, de levar a informação sobre os Direitos do Consumidor à um número cada vez maior de pessoas.
Devido ao alto custo de impressão de cada exemplar (cerca de R$ 500,00), o IBEDEC imprimiu apenas alguns exemplares e fará a doação deles à Bibliotecas escolhidas pelos associados, entre elas a Biblioteca Nacional de Brasília, Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, Biblioteca do Senado e do Supremo Tribunal Federal, onde poderão ser consultadas pelo público em geral.
O lançamento da cartilha será na segunda-feira, dia 13 de setembro de 2010 às 9:30 horas na Biblioteca Braille Dorina Nowill, localizada em Taguatinga (DF). A biblioteca foi escolhida porque é pública – única especializada no Distrito Federal - e tem obras voltadas para o atendimento a pessoas cegas. Há tanto livros em Braille, quanto obras gravadas em fitas e CDs, em um acerco com mais de 3000 publicações. A biblioteca é mantida pela Fundação Dorina Nowil (www.fundacaodorina.org.br), foi inaugurada em maio de 1995 e também promove cursos de leitura em braille e outras atividades culturais direcionada para o público cego.
A versão em áudio da Cartilha do Consumidor – 2ª Edição já está disponível no site do IBEDEC – www.ibedec.org.br e pode ser acessado por qualquer pessoa.
Empresas ou pessoas interessadas em patrocinar mais exemplares poderão entrar em contato com o IBEDEC através do e. mail consumidor@ibedec.org.br para obter os originais da cartilha.

Matéria capturada em 17 de setembro de 2010, no endereço http://www.ibedec.org.br/not_inf_detalhe.asp?id=591

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pioneira da inclusão do deficiente visual morre aos 91 anos


Dorina Nowill estava internada havia 15 dias em hospital de São Paulo; corpo será velado na sede da fundação que leva seu nome

29 de agosto de 2010 | 22h 57

SÃO PAULO - A professora Dorina de Gouvêa Nowill, uma das maiores ativistas pela inclusão dos deficientes visuais no País, morreu neste domingo, 29, aos 91 anos. Segundo informações de familiares, ela estava internada havia cerca de 15 dias no Hospital Santa Isabel, na zona oeste, para tratar uma infecção, mas acabou sofrendo parada cardíaca. O velório deve ser realizado na segunda-feira, na sede da fundação que leva seu nome.

Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo

"Foi uma morte praticamente natural", afirma seu filho Alexandre Nowill, que também era seu médico. Dorina, que era casada com Edward Hubert, deixa outros quatro filhos - Cristiano, Denise, Dorininha e Márcio Manuel -, além de 12 netos.

A professora ficou cega aos 17 anos por causa de uma doença que os médicos nunca conseguiram entender. Decidiu então dedicar a vida à luta pela inclusão de pessoas na mesma condição.

Com um grupo de amigas, criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que em 1991 recebeu seu nome. Junto com o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, a Fundação Dorina Nowill Para Cegos foi uma das pioneiras na produção de livros em Braille, na distribuição gratuita dessas obras para deficientes visuais e no desenvolvimento de técnicas mais modernas para que o cego consiga ler - como livros falados e vozes sintetizadas no computador.

Superação. Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se numa escola regular em São Paulo. Na época, deficientes visuais praticamente não tinham acesso à cultura e à informação por causa da falta de livros adaptados.

Em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, onde cursava o magistério, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos. Após diplomar-se, viajou para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos paga pelo governo americano para frequentar um curso de especialização na área de deficiência visual, na Universidade de Columbia.

Quando regressou ao Brasil, concentrou esforços na fundação da primeira imprensa Braille de grande porte do País. Hoje, a editora é uma das principais fontes de renda da fundação e produz 80% dos livros do Ministério da Educação para deficientes visuais e encomendas especiais de cardápios para restaurantes, instruções de segurança de companhias aéreas, best-sellers, etc.

Dorina dedicou-se também à regulamentação da educação para cegos. Na Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, foi responsável pela criação do Departamento de Educação Especial para Cegos. Em 1961, graças a seu empenho, o direito à educação ao cego virou lei.

Em Brasília. Entre 1961 a 1973, Dorina dirigiu o primeiro órgão nacional de educação de cegos no Brasil, criado pelo Ministério da Educação, Cultura e Desportos. Realizou programas e projetos que implantaram serviços para cegos em diversos Estados, além de eventos e campanhas para a prevenção da cegueira.

Em 1979, a professora foi eleita presidente do Conselho Mundial dos Cegos. Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente, ela falou na Assembleia Geral das Nações Unidas como representante brasileira. Dorina também trabalhou intensamente para a criação da União Latino Americana de Cegos e foi diversas vezes premiada por seu trabalho.

Em 1989, o Congresso Nacional ratificou a Convenção 1599 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da reabilitação, treinamento e profissionalização de cegos. Esse foi mais um desdobramento do trabalho que Dorina havia começado 18 anos antes, com o primeiro centro de reabilitação para cegos criado por sua fundação.


http://www.estadao.com.br/noticias

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aprovada PEC que impede escolas de recusarem maiores de 18 anos com deficiência


A Comissão Especial da Educação Especializada para Deficientes da Câmara aprovou nesta-terça-feira (17), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede as escolas de recusarem estudantes com deficiência maiores de 18 anos. De autoria da deputada Rita Camata (ES), a PEC 347/09 determina que os alunos sejam atendidos em condições e horários adequados às suas necessidades especiais. A proposta foi acatada na forma de substitutivo apresentado pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG) e seguirá para votação em plenário. Uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) de 2001 criou o conceito de “esgotamento das possibilidades educacionais”. Foi a partir dessa norma que começaram as interpretações erradas sobre o texto constitucional. Quando completava 18 anos, o aluno com deficiência tinha o atendimento interrompido ou era transferido para outra escola de Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Para a deputada, a PEC define de uma vez por todas que eles devem ter os mesmos direitos e oportunidades assegurados pela Constituição Federal. “A proposta assegura que todas as pessoas com deficiência têm um tempo diferenciado das demais. E garante que elas possam continuar aprendendo, seja com 10 ou 50 anos. Todos são iguais perante a lei”, explicou a deputada. De acordo com Rita Camata, sua proposta proporciona inclusão social, dignidade e cidadania.

Segundo o deputado Eduardo Barbosa (MG), a PEC corrige o "absurdo" que acontecia em escolas de todo o país. “Não podemos encerrar o processo educacional porque a pessoa fez 18 anos. Ela tem o direito de continuar frequentando o sistema escolar e, preferencialmente, na rede regular de ensino, próximo a sua casa e em horários adequados”, explicou.

Milhões podem ser beneficiados

24,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo dados do Censo Demográfico de 2000, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


Matéria capturada no link
http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=7522
(18/08/2010 10:55)




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Audiodescrição no cinema para deficientes visuais


O Link abaixo nos leva a uma máteria do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre acessibilidade no cinema para deficientes visuais. A partir da caracterização de cenas e personagens por audiodescrição, todos puderam assitir ao filme que conta a história de Chico Xavier. Confiram!



http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/ir-ao-cinema-pode-ser-uma-experiencia-fascinante-para-deficientes-visuais/1310829/


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Livro sensorial




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Jogos táteis




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Construção de "Braillão"




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Quebrando barreiras rumo à inclusão

Felizmente, de maneira geral, a visão atual, em relação às pesoas com deficiência, vem deixando de ser segregacionista e passando a ser inclusiva. Há uma maior clareza quanto à necessidade de integrarmos estas pessoas à sociedade, entendendo, desta forma, que a elas devem ser plenamente garantidos todos os direitos que as demais pessoas usufruem, nas mais variadas esferas: educação, saúde, lazer, trabalho, etc.
Para isto é imprescindível que barreiras sejam quebradas: arquitetônicas, de comunicação, de estratégias equivocadas de ensino, de precariedade de materiais de apoio, entre outras. Entretanto, a maior destas barreiras é a do preconceito, sentimento este que, muitas vezes, impede uma verdadeira inclusão. O preconceito pode partir da própria pessoa com deficiência, de seus familiares ou da sociedade, da qual a escola também faz parte e na qual exerce um papel fundamental.
No âmbito da educação, o professor, figura essencial neste processo, vive conflitos, seja por enfrentar seus próprios preconceitos, seja por enfrentar as limitações em sua formação ou frente aos recursos didáticos de que dispõe para lidar com as pessoas com deficiência. Destacam-se entre os recursos necessários ao bom desempenho de seu papel, enquanto facilitador da aprendizagem, as tecnologias assistivas, que vêm a ser uma importante ferramenta para tornar possível aquilo que antes não parecia atingível pelas pessoas com necessidades especiais. Segundo o professor Antônio Borges: Para as pessoas normais, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.De tal forma, é requerida ao profissional da educação, seja na sala de recursos, como professor itinerante ou titular de uma sala de ensino regular, uma formação extremamente especializada e contínua, para enfrentar os mais diferentes tipos de deficiências e suas demandas particulares.
A pretensão é cada vez darmos maior visibilidade às pessoas com deficiência, o que já vem ocorrendo, por exemplo, na televisão, importante mídia de massa que, nos últimos anos vem enfocando a realidade dessas pessoas, através de ações como: programações para a arrecadação de dinheiro em prol de entidades de tratamento; presença, nas novelas, de personagens com deficiências variadas, como Síndrome de Down e cegueira; promoção e cobertura de eventos esportivos específicos. É inegável que já avançamos muito rumo a tal objetivo. Porém, é notório que a caminhada ainda é longa, para que sintonizemos os direitos que a legislação brasileira, uma das mais avançadas no mundo, a este respeito, assegura às pessoas com deficiência, com o que elas, de fato, enfrentam na realidade.