quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quebrando barreiras rumo à inclusão

Felizmente, de maneira geral, a visão atual, em relação às pesoas com deficiência, vem deixando de ser segregacionista e passando a ser inclusiva. Há uma maior clareza quanto à necessidade de integrarmos estas pessoas à sociedade, entendendo, desta forma, que a elas devem ser plenamente garantidos todos os direitos que as demais pessoas usufruem, nas mais variadas esferas: educação, saúde, lazer, trabalho, etc.
Para isto é imprescindível que barreiras sejam quebradas: arquitetônicas, de comunicação, de estratégias equivocadas de ensino, de precariedade de materiais de apoio, entre outras. Entretanto, a maior destas barreiras é a do preconceito, sentimento este que, muitas vezes, impede uma verdadeira inclusão. O preconceito pode partir da própria pessoa com deficiência, de seus familiares ou da sociedade, da qual a escola também faz parte e na qual exerce um papel fundamental.
No âmbito da educação, o professor, figura essencial neste processo, vive conflitos, seja por enfrentar seus próprios preconceitos, seja por enfrentar as limitações em sua formação ou frente aos recursos didáticos de que dispõe para lidar com as pessoas com deficiência. Destacam-se entre os recursos necessários ao bom desempenho de seu papel, enquanto facilitador da aprendizagem, as tecnologias assistivas, que vêm a ser uma importante ferramenta para tornar possível aquilo que antes não parecia atingível pelas pessoas com necessidades especiais. Segundo o professor Antônio Borges: Para as pessoas normais, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.De tal forma, é requerida ao profissional da educação, seja na sala de recursos, como professor itinerante ou titular de uma sala de ensino regular, uma formação extremamente especializada e contínua, para enfrentar os mais diferentes tipos de deficiências e suas demandas particulares.
A pretensão é cada vez darmos maior visibilidade às pessoas com deficiência, o que já vem ocorrendo, por exemplo, na televisão, importante mídia de massa que, nos últimos anos vem enfocando a realidade dessas pessoas, através de ações como: programações para a arrecadação de dinheiro em prol de entidades de tratamento; presença, nas novelas, de personagens com deficiências variadas, como Síndrome de Down e cegueira; promoção e cobertura de eventos esportivos específicos. É inegável que já avançamos muito rumo a tal objetivo. Porém, é notório que a caminhada ainda é longa, para que sintonizemos os direitos que a legislação brasileira, uma das mais avançadas no mundo, a este respeito, assegura às pessoas com deficiência, com o que elas, de fato, enfrentam na realidade.

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